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Trabalho das forças de segurança vai além das apreensões de drogas

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Nara Assis/Sesp-MT

Desarticular as organizações criminosas que sustentam o tráfico de drogas é uma tarefa que exige a integração das forças de segurança. Além das apreensões de drogas, há também as prisões de pessoas envolvidas e investigações que muitas vezes resultam ne elucidação de outros crimes. Para ter uma ideia, de janeiro a 20 de junho de 2020, a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) de Cuiabá efetuou 141 prisões e concluiu quase 400 inquéritos policiais.

“Não são apenas investigações diretamente ligadas ao tráfico, mas tem também o combate à lavagem de dinheiro. Com isso, apreendemos quase 40 veículos, R$ 100 mil em dinheiro vivo, imóveis, fora as outras apreensões feitas por outras delegacias, como a Defron (Delegacia Especializada de Fronteira), por exemplo. É um trabalho importante, pois retira destas organizações a base financeira de sustentação”, explica o titular da DRE, Vitor Bruzulato Teixeira.

Todo material apreendido precisa ser analisado e ter a comprovação técnica. É aí que a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso entra em ação. A instituição é responsável pelas análises, seguindo o método da comunidade científica forense mundial, mais especificamente o grupo SWGDRUG (Scientific Working Group for the Analisys of Seized Drugs). É recomendada a realização de, no mínimo, dois exames no material para caracterizá-lo inequivocamente como sendo uma substância proscrita.

Análise em 24 horas

No Brasil, utiliza-se o primeiro exame colorimétrico para caracterização preliminar da droga e um segundo para caracterização definitiva. “Na Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, em Cuiabá, estes dois exames são liberados simultaneamente na grande maioria das apreensões, gerando, portanto, um único laudo com a caracterização definitiva do material, em menos de 24 horas”, detalha o gerente de Perícias em Química Forense da Politec, Ewerton Ferreira Barros.

Para auxiliar a identificação, a Politec possui dois espectroscópicos infravermelhos, sendo um fixo de bancada, que fica no Laboratório Forense, em Cuiabá, e outro portátil na unidade de Pontes e Lacerda, este último adquirido em parceria com o Ministério Público da cidade. O equipamento é utilizado para fazer o segundo exame, caracterizado como definitivo. Atualmente, compõem a Gerência oito peritos criminais e seis técnicos de laboratório, que são responsáveis por realizar todos estes exames.

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Ewerton Barros conta que a maioria das drogas apreendidas é misturada com outras substâncias de menor custo para aumentar o volume. “São os chamados ‘diluentes’ e ‘adulterantes’. Isto ocorre em maior número com a cocaína, já que é uma droga cara e pode ser facilmente adulterada sem alterar sua característica visual. Os diluentes mais comum em nossa região são o ácido bórico, bicarbonato de sódio, amido, fermento biológico, entre outros”.

Incineração

Enquanto o material é analisado pela Politec, a Polícia Judiciária Civil (PJC-MT) solicita autorização judicial para incinerar a droga, que é o processo de queima. Os policiais recebem o entorpecente de volta, já lacrado e devidamente identificado pela perícia, com um número próprio de identificação. Este procedimento evita qualquer alteração e/ou desvio dos pacotes, que ficam armazenados pelo menor tempo possível, até que a autorização para incineração seja expedida.

Este ano, a DRE já incinerou duas toneladas de droga, que são resultantes de apreensões feitas em Cuiabá e Várzea Grande. No interior do estado, cada delegacia é responsável pelo procedimento. “Toda a parte da queima é acompanhada tanto pela Politec, que faz a conferência dos lacres e do material, como também o Ministério Público Estadual (MPE), Poder Judiciário, e a Vigilância Sanitária, que checa se as normas sanitárias estão sendo cumpridas”, explica o delegado Vitor Bruzulato.

Leilão de bens

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Adjunta de Justiça, tem promovido leilões de bens apreendidos em ações de combate ao tráfico de drogas. O que está em andamento possui 15 lotes, cuja expectativa é arrecadar ao menos R$ 500 mil para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad). Cerca de 40% desse valor deve ser revertido à Sesp-MT para aplicar no combate e prevenção às drogas.

Em razão da pandemia da COVID-19, o leilão foi marcado para ser totalmente eletrônico pelo site www.majudicial.com.br, no dia 29 de junho, às 10h (horário de Brasília) e 9h (horário de Cuiabá). No lote há, entre outros bens, uma aeronave EMB-810D com capacidade para cinco passageiros, avaliada em R$ 720 mil, mas o lance inicial está proposto em R$ 360 mil. O avião era utilizado pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) da Sesp-MT. Clique AQUI para ler o edital.

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Além deste, já foram promovidos outros dois leilões neste mês de junho, pelo Funad e o Fundo Estadual sobre Drogas (Funesd/MT). Juntos, arrecadaram R$ 1,050 milhão, valor 112% maior que ambos os valores iniciais, que somavam cerca de R$ 495 mil. A secretária adjunta de Justiça, Lenice Barbosa, explica que até 40% do valor arrecadado para o fundo nacional deve ficar em Mato Grosso, ou seja, cerca de R$ 391 mil.

Já no leilão do Fundo Estadual sobre Drogas, foram 232 lances para os 14 lotes e 39 compradores participaram da disputa. Ao todo foram arrecadados R$ 71,1 mil, e o valor inicial era de R$ 34 mil, 108% a mais. “Nós temos buscado promover a venda dos bens apreendidos pelo tráfico de drogas e reverter esse recurso em prol da sociedade, com investimentos em políticas de repressão e prevenção às drogas”, destaca. 

Imóveis do tráfico

Neste ano, a Sesp já havia realizado outros dois leilões de bens de produtos apreendidos com traficantes e fez com que a Secretaria Adjunta de Justiça conseguisse R$ 1,5 milhão em recursos. Por meio de projetos junto à Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), a Politec conseguiu R$ 2,6 milhões em recursos para financiar equipamentos de alta tecnologia para confeccionar laudos definitivos de drogas. A Secretaria de Estado de Segurança Pública deve leiloar futuramente 12 imóveis apreendidos, como casas, fazendas, sítios e chácaras utilizados por traficantes de drogas. Com a venda desses bens, a expectativa é arrecadar cerca de R$ 13 milhões.

Fonte: PJC MT

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Quatro pessoas são presas em fazenda na fronteira com mais de 160 quilos de drogas

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Força-tarefa de combate a crimes na região de fronteira apreendeu na noite de sexta-feira (10.07) na área rural do município de Cáceres, quatro pessoas da mesma família suspeitas de tráfico de entorpecentes. Foram apreendidos na sede da fazenda 99 tabletes de maconha tipo ‘skunk’, 60 quilos de ácido bórico e 34 tabletes de pasta base de cocaína, além de armas.

A apreensão do entorpecente foi realizada em ação integrada entre a equipe Delegacia Especial de Fronteira (Defron), Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e 6°Comando Regional da Polícia Militar.  

A polícia recebeu a informação de que em uma propriedade agrícola localizada às margens da BR-070, próxima ao Córrego Padre Inácio, havia chegado uma grande quantidade de drogas transportada por ‘mulas’ e que o gerente da fazenda estaria dando suporte à ação delitiva.

Diante das informações, as equipes das unidades foram até a fazenda e ao chegar ao local surpreendeu o gerente avisando o grupo de ‘mulas’ para se esconder, momento em os policiais avistaram sete pessoas suspeitas embrenhando-se na mata. Ao fazer cerco e varredura na área foram localizadas sete mochilas com drogas e duas espingardas calibre 22.

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As quatro pessoas que estavam na propriedade, todas da mesma família, foram presas em flagrante e conduzidas à Defron, onde foram autuadas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

A ação policial faz parte da Operação Hórus-Vigia, do Ministério da Justiça e Segurança Pública na região de fronteira.

Fonte: PJC MT

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